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... we came in?
4/30/2004
(...)
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
(...)
Álvaro de Campos. Genial...
E é por isso que vou comer chocolates :) Pelo menos alguns.
Espaço preenchido por Enrico
às 21:23
4/29/2004
Existem, pra mim, cinco músicas que fazem juz ao dito "Quem canta seus males espanta".
Em quinto lugar eu colocaria Queen - Don't Stop Me Now. Uma música gay e quase serelepe, mas é, de certa forma, tudo o que existe pra ser dito quanto ao bem estar.
Tonight I’m gonna have myself a real good time
I feel alive
And the world turning inside out, yeah!
And floating around in ecstasy
So don’t stop me now
don’t stop me ’cause I’m having a good time... having a good time...
Em quarto lugar está Barry Manilow - I Made It Through the Rain, que tem um título auto-explicativo. É a típica música que faria o Tropeço me odiar por ouvi-la.
I made it through the rain
And found myself respected
By the others who
Got rained on too
And made it through
Acima dessa, está The Doors - No Me Moleste Mosquito. Só.
no me moleste mosquito..
no me moleste mosquito..
no me moleste mosquito..
Why don´t you go home?
no me moleste mosquito..
just let me eat my burrito!
no me moleste mosquito..
Why don´t you go home??
Mas não ouso citar as duas primeiras... não ainda.
Espaço preenchido por Enrico
às 22:14
4/28/2004
Impressionante como, ao mesmo tempo em que as novelas falham miseravelmente em simular a realidade, ela (a realidade) se sai muito bem simulando as novelas.
Espaço preenchido por Enrico
às 13:12
4/26/2004
"Eu odeio as segundas feiras porque elas me odeiam" disse o gato. E a pior parte é que o sabor da torta é sempre o mesmo!
Espaço preenchido por Enrico
às 17:02
4/25/2004
The days are bright and filled with pain
Enclose me in your gentle rain
The time you ran was too insane
We’ll meet again, we’ll meet again
Me arrependi um pouco de ter ido embora cedo da casa do Phael. Estava valendo a pena.
Mas, em função disso e de todo o resto, eu tive um domingo também legítimo. Este fim de semana foi assustadoramente eficiente, então não deve surgir nenhum como ele por mais um mês. Mesmo porque eu não teria dinheiro.
Oh tell me where your freedom lies
The streets are fields that never die
Deliver me from reasons why
You’d rather cry, I’d rather fly
Só uns comentários não-randômicos:
- Preciso de um desejo.
- Descobri o quanto ruins os sonhos bons podem ser.
- Por que não discutir semântica?
- Hendrix Sempre é uma solução.
- "A tristeza é senhora".
The crystal ship is being filled
A thousand girls, a thousand thrills
A million ways to spend your time
When we get back, I’ll drop a line
Espaço preenchido por Enrico
às 20:45
Eu tava mesmo com saudade de um sábado legítimo =)
Espaço preenchido por Enrico
às 04:20
4/23/2004
Sim, gostei das palavras. A efemeridade confrontando os elos. A vida sem preocupações é algo simples, confortável, e ao mesmo tempo vazio. Por outro lado, se temos mais a perder, mais a sofrer, é porque estamos mais completos, repletos de vínculos afetivos. Talvez eu devesse ver o mundo através de um prisma menos maniqueísta, mas quando paro pra pensar, sempre vivi em extremos. Sempre consegui enxergar o bem e o mal (ainda que estes mudem com o tempo), mas jamais o meio termo.
Quando eu começava a cruzar a linha para chegar à outra ponta, me vejo afundando, de volta pra onde eu estava. Me lembro, novamente, de porque criei o hábito de enterrar os sentimentos. Questiono as razões que me levaram a trazê-los à tona. Sim, eu era vazio sem eles, mas não estava confortável mesmo assim? Eu não era inatíngivel? Numa eterna e familiar depressão, que me protegia de quaisquer ameaças estranhas?
You know that I care what happens to you
And I know that you care for me too
So I don't feel alone, or the weight of the stone,
now that I've found somewhere safe to bury my bone.
And any fool knows a dog needs a home,
a shelter from pigs on the wing.
... será digna a primeira pedra?
Espaço preenchido por Enrico
às 01:02
4/01/2004
Finalmente estou conseguindo escrever aqui de novo, sem precisar colocar músicas ou questionários pra falarem por mim. Aconteceram tantas desgraças e bençãos nos últimos dias, tudo de um jeito irritantemente rápido... Nesse tempo, tive alguns acessos de raiva, de desistência, de medo, e até mesmo de uma alegria estranha, um alívio, que a gente sente quando começa a se desprender de tudo o que está a nossa volta, quebrar todos os elos emocionais.
Está tudo passando, mas parcialmente. Alguma marca sempre fica, e nesse caso, a cicatriz parece ser grande. Se eu vinha trabalhando melhor com meus laços afetivos, vou ter que começar quase do zero novamente... me desapeguei um pouco de tudo. Em contraste com isso, eu voltei a escrever músicas, tarefa que requer uma certa sensibilidade.
Nesse exato momento, eu não sei dizer se estou me sentindo bem ou mal. Sei que estou conseguindo colocar coisas em prática novamente, e isso é um bom começo. Já dá pra começar a construir (e reconstruir) o que for preciso...
Espaço preenchido por Enrico
às 22:07
Isn't this where...
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